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Dominique VIDAL, p. 85-97
ENTRE MAPUTO ET JOHANNESBURG
Quest le système du travail migrant devenu ?
Quels sont les différents aspects des nouvelles migrations mozambicaines en Afrique du
Sud ? À partir dune enquête menée à Maputo et à Johannesburg entre 2005 et
2007, cet article semploiera à resituer certaines de leurs transformations dans
leur historicité, en se demandant ce qui reste du système du travail migrant dans ces
flux dun nouveau type. Comment la prégnance de limaginaire migratoire né du
système du travail migrant dune part, et la xénophobie dont ils font
lépreuve à Johannesburg dautre part, expliquent-elles que les Mozambicains
aspirent toujours massivement à revenir au pays, une fois forts dun capital
permettant dacquérir une habitation, ressource essentielle à
laccomplissement du projet familial qui fonde le statut dun homme adulte ?
Quel type dindividu émerge désormais sur fond de lévanouissement de la
figure du mineur ?
Entre Maputo e Joanesburgo :
O que fica do sistema do trabalho migrante ?
Quais são os vários aspectos das novas migrações moçambicanas na África do Sul ?
Baseado numa pesquisa de campo em Maputo e Joanesburgo realizada entre 2005 e 2007, este
artigo procura salientar a historicidade dessas transformações, perguntando o que fica
do tradicional sistema de trabalho migrante nesses fluxos. Como explicar que tanto a
persistência do imaginário migratório nascido do sistema do trabalho migrante como a
xenofobia prevalecente em Joanesburgo nutrem as expectativas de volta ao país dos
mocambicanos, uma vez que conseguiram o capital suficiente para comprar uma casa, ou seja
um recurso esencial para a realização do projeto familiar que fundamenta o estatuto de
homem adulto ? Qual tipo de indivíduo emerge no pano de fundo constituido pelo sumiço da
figura do mineiro ?
Between Maputo and Johannesburg:
What remains of the migrant labour system?
On the basis of a fieldwork research carried out between 2005 and 2007 in Maputo and
Johannesburg, this article aims at pointing out various aspects of the new Mozambican
migrations to South Africa. We will emphasize the historicity of these transformations,
asking what remains of the traditional migrant labour system. First, we will see the way
in which the persistence of a migration imaginary and xenophobia experienced in
Johannesburg pushes the Mozambican migrants into returning to Mozambique, as soon as they
get enough money to build a house, i.e. a fundamental asset to achieve family life and
manhood. Second, we will show the kind of individual arising out of the vanishing figure
of the miner. |